Fala, Disconector!
Tem uma notícia que mexeu com o mercado de importação de discos no Brasil: o imposto de importação federal para compras internacionais (taxa das blusinhas) de até $50 foi zerada. Parece simples, mas a história por trás disso é bem mais interessante e complicada do que parece.
Tudo começou em agosto de 2024, quando foi implementada a tal “taxa das blusinhas”, aquele imposto de 20% que recaía sobre qualquer compra internacional de até $50. O nome vem de um meme antigo, mas a realidade era bem menos engraçada para quem colecionava discos e outros itens pelo exterior.
Agora, em abril de 2025, essa taxa foi zerada. Parece uma vitória, certo? Bem, nem tanto. Há alguns pontos que precisam de luz.
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O que realmente mudou
A isenção vale apenas para compras feitas através de lojas que fazem parte do programa Remessa Conforme basicamente, um sistema que regulariza essas transações. Se a loja não está no programa, o imposto continua lá: 60% de taxa. Sim, 60%. Então quando você vê aquele disco raro no Discogs ou em um site internacional, precisa verificar se o vendedor está regularizado. Do contrário, aquele vinil de $30 fica custando $48 só em imposto.
Amazon entrou no programa e promete reduzir preços. Mas e as outras? IMusic e Juno, essas ainda não estão no sistema. E aqui entra um detalhe crucial: mesmo que a taxa federal tenha sido zerada, o ICMS (imposto estadual) continua lá, podendo chegar a 20% em alguns estados. Além disso, existe ainda o IOF aquele imposto sobre operações financeiras que incide sobre compras com cartão de crédito.
A verdade incômoda
Aqui está o ponto que todo colecionador precisa entender: a taxa ter sido zerada não significa que os preços vão cair. Muitas lojas podem simplesmente absorver aquele 20% como margem de lucro. Afinal, se o cliente estava pagando X antes, por que reduzir o preço agora? A lógica comercial nem sempre funciona como a gente espera.
Além disso, com tantos impostos ainda em jogo (ICMS, IOF, e aquele 60% para quem não está regularizado), a experiência de importar continua cara. Aquele disco que você encontrou por $25 em um site gringo ainda vai sair caro demais.
O mercado respira, mas com ressalvas
A notícia é boa para quem compra de grandes plataformas que aderiram ao programa. Mas para o colecionador que gosta de garimpar em lojas menores, em vendedores independentes ou em sites especializados de vinil, a realidade segue complicada.
O importante é ficar de olho: antes de fazer uma compra internacional, verifique se a loja está no Remessa Conforme. Se não estiver, aquele imposto de 60% vai fazer seu bolso chorar. E mesmo que esteja, lembre-se dos outros impostos que ainda vão incidir sobre a compra.
A taxa das blusinhas pode ter sido zerada, mas o caminho para importar discos de forma acessível ainda tem alguns obstáculos. Pelo menos agora temos uma opção melhor basta saber por onde navegar.
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Fiz uma live sobre o tema com o Luciano do canal Águas Lamacentas que você pode assistir abaixo.



